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quarta-feira, 24 de março de 2010

Resposta da Carol

E mais uma força pra gente, a Carol respondeu as perguntinhas tb. Beijos Carlo e obrigada pela força.

Nome: Caroline Carvalho

Blog: Algo de novo no mundo da Carol

Idade: 26 anos

Já operou?

Sim, fiz a operação no dia 13 de janeiro de 2010.

Qual o tipo e Cirurgia?

Foby Capella com Bypass em Y, aberta.

Quanto tempo pensou, pesquisou, estudou, analisou antes da cirurgia?

Ao todo foram 8 meses de pesquisa antes da cirurgia. Inicialmente conversei com algumas pessoas que já haviam feito, isso quando ainda estava realmente só querendo saber mais sobre a cirurgia. No segundo momento conversei com meu médico endocrinologista que me mostrou os prós e contras de uma cirurgia como esta. Então comecei realmente a pensar em fazer a cirurgia, então iniciou minhas pesquisas pela internet em vários sites, buscando sobre as diversas técnicas. Por fim, consultei um psiquiatra para fazer um acompanhamento específico e ele quem me indicou a fazer o blog, como parte do tratamento mesmo, neste momento conheci um universo vasto de informações e percursos o que foi me dando amparo e entusiasmo, mas principalmente segurança e informação.

Como foi quando decidiu operar?

Foi traquilo para mim, minha mãe acompanhou todo este processo de conhecer mais a cirurgia então ela estava muito segura, minha família se mostrou simpática a minha decisão e meu namorido tem a irmã que fez e ainda uma ex-mulher, ou seja, ele já estava descolado no assunto, portanto recebeu com muita tranquilidade minha decisão. O único impasse era o que dizia respeito ao grupo de teatro que trabalho, acertar datas e tudo o mais, mas o grupo foi super carinhoso e me deu total aval de decisão quanto ao período que achasse mais conveniente fazer.

Contou para alguém? Quem? Qual foram as reações? Alguma reação negativa para você?

Olha, sou suuuuuuper falante, MESMO, e uma das coisas que o psiquiatra me disse foi "esgota o assunto" e eu levei ao pé da letra, comentava com todos, por fim foi muito positivo para mim pois conheci muitas outras pessoas que eu nunca imaginei que tivessem feito, pessoas que levam a vida normalmente e que nunca teria passado na minha cabeça que haviam feito. Acredito que para mim foi muito saudável, não me recordo de alguém que tenha feito algum comentário indesejado. A não ser depois da cirurgia... Pois as vezes algumas pessoas que ficam sabendo me fazem perguntas absurdas do tipo, "Nossa mas o que você come agora?" - como se no momento em que entrei no centro cirúrgico tivesse aceitado passar o resto da minha vida vegetando - ou ainda perguntas do tipo "Mas e você passou bem?" - e o mesmo que me perguntar se ainda estou viva, basta olhar para a minha cara e meu corpo, estou emagrecendo e estou com um sorriso de felicidade estampado no meu rosto quer mais? - por fim, prefiro pensar que as pessoas que fazem algum comentário maldoso ou indesejado não passam de pessoas mal informadas e que portanto não cabe a mim mudar a forma delas pensarem sobre este processo, afinal quem passou e está passando por ele sou eu.

Como reagiu diante das reações?

Como disse anteriormente, antes da cirurgia não passei por nenhuma situação constrangedora, já depois dela sim, as poucas vezes em que passei reagi com brincadeira, em uma das vezes inclusive respondi o seguinte: "Pareço bem? Pois saiba que viver de luz é maravilhoso, olha veja como emagreci." Resposta sem pé nem cabeça exatamente como a pergunta, preferi brincar com a situação ao invés de me aborrecer. O único momento que realmente fiquei constranquida, e nem sei se esta é a palavra mais adequada, foi quando fui com a minha família almoçar fora em um domingo, o restaurante não quis fazer preço diferenciado para mim, mas minha família colocou o gerente no lugar dele e depois fomos para outro restaurante aonde fui muito bem atendida e nem precisei pagar. A situações adversas estamos todas sujeitas, acho que o que importa é o nosso jogo de cintura para saber sair fortalecidade de momentos constrangedores.

Passou por alguma situação constrangedora? Se sim qual?

Somente esta que citei anteriormente, no resturante, mas não sei dizer se foi um momento de constrangimento, pois o que percebi somente é que existem lugares que não estão acostumandos com diversidade. Penso que os restaurantes deveriam se adaptar a situações em que recebem um gastroplastizado, com certeza daqui a algum tempo eles passarão novamente por algo semelhante e lembrarão da importância de respeitar o cliente.

Algum conselho para quem ainda não operou referente á opiniões, conselhos, recomendações de pessoas leigas?

Acredito que o mais importante é pesquisar, conversar, ir a diversos médicos e ter várias opiniões. Principalmente não fazer nada as pressas, deixe que o tempo que levar seja o melhor, pois de nada adianta correr contra o tempo e ter contratempos posteriormente. Conheço algumas pessoas que se precipitaram, realizaram a cirurgia por impulso e atualmente não consegue se relacionar bem com as mudanças, sim as MUDANÇAS, pois a cirurgia é uma mudança radical na vida da pessoa, e não estou falando da restrição alimentar somente, mas da mudança do corpo e consequentemente da mudança de imagem pessoal e a mudança psicológica. Em resumo, acredito que 10% da cirurgia é trabalho do médico, mas 90% é de quem operou, é importante ter responsabilidade sobre sua saúde, seu corpo e os bons resultados, caso contrário a cirurgia pode não ser bem sucedidade, afinal, querer que o médico entre com você na dieta, nas caminhadas, na academia é pedir demais do profissional não é?

2 comentários:

  1. Bacanaaaa!
    Adorei saber das amigas de blog..como foi e tal.
    Quanto ao lance dos restaurantes..eu nunca paguei o preço normal..falo e reinvindico pagar menos..afinal não como nada..ou divido o prato com o maridão!
    hahahahahaha
    beijos

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  2. Oi moça, também respondi as perguntas.Muito legal a iniciativa.
    Bjs

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